O dia em que o Pedro foi para a creche

Eu fiz a inscrição do Pedro na creche da Prefeitura, quando ele tinha cerca de 2 ou 3 meses (não me recordo).
Ao mesmo tempo, fui pesquisando as escolinhas particulares, pois até então eu ainda não tinha tomado a decisão de ficar em casa em tempo integral com o Pedro, a creche teria que ser próximo a casa da minha sogra e cunhada, para ter quem socorresse em uma emergência.
Mas daí eu optei por ficar em casa e nem lembrava mais da inscrição na creche, aliás, nunca esperei ser chamada, já que o que eu mais ouço é que vagas nas creches da Prefeituras são dificílimas de conseguir.

Pois bem, o tempo foi passando, eu decidi que ficaria em casa com o Pedro e quando foi o mês de Novembro, me ligaram da creche dizendo que a vaga dele tinha saído!
Para mim foi uma surpresa, já que eu nem lembrava mais da inscrição.
De primeiro momento eu disse que abriria mão da vaga, pois eu havia deixado de trabalhar para cuidar dele.

Foi quando me disseram que de qualquer forma eu teria que ir a creche para cancelar a matrícula, mas que eles segurariam a vaga até o dia seguinte para eu pensar.
Quando contei pro Ednaldo, ele disse: -Ai que bom!!!
Eu: -Mas eu tô em casa, não tem o porque ele ir pra creche!
E o pai disse: -Vai sim!!!
creche01Fiquei super nervosa, chorei, kkkkkkkkkk, poxa, estávamos grudados há 1 ano, como assim ele ia pra creche?
Daí eu com o coração na mão, repensei…
Repensei que seria bom pra ele conviver com outras crianças, desgrudar um pouco de mim, que esse sofrimento era mais meu do que dele.
Então no dia seguinte eu liguei e disse que ficaria com a vaga, agendamos um dia para a matrícula e eu corri para ter toda a papelada em mãos.

Então no dia e horário marcado eu fui até a creche.
Não vou ser hipócrita e confesso que eu tinha sim, preconceito em relação a creche, por ser da Prefeitura.
Mas ao chegar lá e a Mel me apresentou toda a creche, explicou como funcionava… gente, pra variar, mordi a língua e fiquei encantada com os cuidados, a organização e limpeza.
Não pensei duas vezes e efetivei a matrícula do Pedro.

Saí de lá feliz e confiante, aquele stress que eu estava sentindo, passou!
Daí, depois era aguentar os olhares de reprovação e os comentários: -Nossa, tão novinho e você vai ter coragem de mandá-lo pra creche?
-Nossa! Mas você não parou de trabalhar pra ficar com ele?
-Ai tadinho, tão novinho… vai ficar doente toda hora!
E muitos outros comentários e palpites desnecessários.

É minha gente, a partir do momento que a gente se torna mãe, além de tantas coisas que temos que aprender, temos que lidar com os palpites alheios, os olhares de reprovação.
Tem que colocar na cabeça que se é o que você acha que é o melhor pra você e seu filho, dane-se os palpites alheios.
Não é fácil.

crecheE chegou o grande dia!!!
Quando eu entrei na sala de aula, vi uma mãe se acabando de chorar, daí eu não me aguentei… chorei disfarçadamente. kkkkkkkk
Ficamos eu e o Ednaldo com ele cerca de meia hora, até que foram para o refeitório e então a professora pediu que saíssemos aos poucos.

Deixamos o Pedro na creche, o Ednaldo tinha tirado o dia de folga…
Olhamos um pra cara do outro e falamos: E agora??
Kkkkkkkkkkkk era a primeira vez que ficávamos sem o Pedro.
Então fomos pra padaria tomar um café, depois fomos ao mercado, depois fomos pro Shopping, até que tivemos a idéia: Vamos pro motel???

Gente, que infeliz idéia nós tivemos, pois já era tarde, era quase meio dia!!!
Fomos todos felizes pro motel, quando foi 13:30, me ligaram da creche: Para buscar o Pedro pois ele chorava muito.
kkkkkkkkkkkkkk, é rir pra não chorar minha gente.
E foi isso.

Não me arrependo nunca de colocá-lo na creche mesmo eu tendo deixado de trabalhar.
No próximo post eu falo sobre a creche, como foi a adaptação e o desenvolvimento do Pedro, enfim…

Até a próxima!

 

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