Filhos, ter ou não ter?

Muito se fala que TODO casal TEM que ter filhos…
Discordo.

Eu, por 10 anos adiei a maternidade.
Simplesmente não queria!
Cobranças? Infinitas!
Se não enchia o saco? Pooorra!!!
As pessoas não aceitam e não respeitam simplesmente o fato de você não querer assumir a maternidade.

O que eu sempre falava era: Se acontecer, OK, mas enquanto eu puder evitar, vou evitar.
Esses dias, minha sogra falou: -Um casal sem filhos não tem graça nenhuma né? Deve ser muito chato!
AHAHAHAHAHA, eu e meus cunhados fomos categóricos e respondemos os três ao mesmo tempo em alto e bom som: -Ahhhhh. tem graça sim! E não é chato não!

Eu, não imagino mais a minha vida sem o Pedro. Isso é fato.
Mas nesses dois anos e 4 meses, aprendi muita coisa, na marra.

Sempre adiei a maternidade, porque só ouvia coisas do tipo: -Ahhhhh, quando você tiver filhos, você vai ver, você não faz mais nada da vida!
-Ahhhhh, depois que vierem os filhos, acabou pra vocês…
Mas ninguém dizia exatamente o que acabava!
-Ahhhh, nunca mais você vai dormir… (isso é verdade kkkkk)

Então assim, nesses 10 anos de casada, aproveitei, viajei, curti balada, curti muito meus amigos, fui em shows, parques, viajei sozinha sem o marido junto com a prima, dormia até 3 horas da tarde, comia qualquer porcaria com preguiça de fazer coida, essas coisas aí que podemos fazer sem se preocupar com alguém que dependa de mim.
Aproveitei bastante MESMO!
Quando eu engravidei, eu já tava tanto pensando no pior para tudo, que no fim das contas, foi bom o terrorismo que me fizeram.
Aconteceu do Pedro ficar na UTI e lá, eu já pensava diferente.
Pensava que se o Pedro fosse ter sequelas, que por algum motivo eu teria que passar por isso.
Passei por essa prova, Pedro não teve uma sequela e então, fiquei esperando o pior de tudo.
A minha vida parada por causa daquele serzinho e eu não curtindo mais nada.

Olha, a verdade é que maternidade não é brincadeira.
Não dá pra voltar atrás e agir como se fosse quando eu não tinha o Pedro.
Não deixei de fazer nada por causa dele.
Claro, os programas mudaram.
Os jantares com amigos não são mais tranquilos, não consigo levar uma conversa do início ao fim com tranquilidade como antes.
Não como mais aquela comida quentinha.
Principalmente: Eu e o Ednaldo não jantamos mais juntos kkkkkkkkkkkkkk
Viajar? Super possível! Dá pra viajar sim gente…
Só não dá mais pra ir naquela pousadinha baratinha que você se vira com seu marido se o chuveiro estiver gelado, se chegar no hotel e ser uma coisa tão horrorosa e você ter que sair correndo pra procurar outro lugar pra ficar (sim, já aconteceu comigo).
Precisa ser um lugar com um pouco mais de estrutura.
Talvez as companhias mudem um pouco, você passa a sair mais e até mesmo viajar, com quem tenha filhos.
Não é porque você deixou de gostar daquela galera que não tem filhos, mas (pelo menos no meu caso), é porque tenho plena consciencia que o ritmo é outro.
Eles não tem culpa e não precisam entender, que eu demore mais pra ir almoçar porque o Pedro está dormindo, ou que eu não fique mais aquele tempão batendo papo porque ele quer brincar ou até mesmo dormir…
Dormir??? AHAHAHAHAHAHA, não sei mais o que é isso, não tenho mais horário padrão para dormir, durmo quando dá!
E mesmo assim, quem diria, mas eu estou amando ser mãe.
Maternidade é doação, abrir mão de muita coisa e nem todo mundo está disposto ou preparado para isso.
É super normal, somos todos diferentes com necessidades diferentes, prioridades diferentes.

Acho que não querer ter filhos, é um direito sim que o casal tem.
É um SACO ter que ficar dando satisfações do porque você não quer filhos ou porque não teve até agora.
Sabe aquela coisa que todo mundo adora postar: O que não falar para uma mãe que não trabalha fora, o que não falar para uma mãe que amamenta, o que não falar…
Então.
Não questionem nunca os motivos do casal ainda não ter filhos.
Acontece muito também do casal ter dificuldades para engravidar, e aí, tem coisa mais incômoda de ter que ficar explicando isso também?
Saiba que você além de curioso, está sendo desagradável e inconveniente.
Esse é um outro ponto extremamente delicado, mas as pessoas não querem saber.
Gostam de cobrar, gostam de falar e palpitar, mas ajudar de fato que é bom, nada!
Não querer ter filhos, não é pecado, não é errado.
Errado é essa encheção de saco.

Hoje, as informações correm rápido demais, a competitividade lá fora é muito grande em tudo.
Já falei sobre isso, mas a mulher se sobrecarrega de uma tal forma, sem perceber.
Tem que ter excelência no trabalho, ser excelente mãe, excelente dona de casa, excelente esposa…
E ela, fica onde? São muitas questões envolvidas e nenhuma delas é da conta dessas pessoas. Certo?

Pessoas que não querem ter filhos ou não tem por 343803804 motivos.
É um direito de vocês e vocês não precisam ficar dando satisfações o tempo todo pra todo mundo.
Uma vez eu explodi e respondi: -Vou ter esse filho que você tanto quer e você cria e sustenta pra mim, tá bom?
Fui chamada de mal criada, mas depois disso, kkkkkkkkkkkkkk, nunca mais me perguntou.
Então assim, se for preciso uma resposta mais ríspida, responda! Pessoas chatas e sem semancol muitas vezes precisam de uma grosseria para parar de cobrar uma coisa, que nem é da conta dela!

Despedindo de 2015

E lá se foi mais um ano…
O que foi esse 2015?
Difícil dizer…

Ouço muitas, mas muitas pessoas MESMO, que foi um ano horroroso, o pior ano de todos, que não gosta nem de mencionar o ano…
Enfim.
Sim, para mim foi um ano péssimo!!!
Difícil até citar tudo o que se passou.
Perdas, decepções, dificuldades…
Mas como eu sempre digo, tirando a perda dos entes queridos, o resto a gente procura ver o lado bom das coisas e leva como aprendizado!

Toda essa parte ruim da coisa, me fez rever conceitos e valores, me fez sair da zona de conforto e procurar alternativas para a solução de vários pontos que estavam mau resolvidos, pendentes ou que eu sempre ia empurrando com a barriga, me fez tomar decisões drásticas, porém importantes e tudo isso resultou em mudanças.
Mudanças são sempre bem vindas!

Embora muitos me julgassem pelas minhas decisões, poucos realmente ajudaram!!!
Dar palpites todos dão, mas ajudar mesmo, posso contar nos dedos de uma mão só de onde vieram.
Como eu disse, as dificuldades que enfrentei esse ano por “N” motivos, me fizeram rever valores e repensar em muita coisa.
Compreendi que para seguir em frente, ás vezes é necessário dar um, dois, três passos pra trás, para pegarmos impulso  e as coisas fluírem.

E assim as coisas foram acontecendo…
Parece que quando uma coisa desenrosca, tudo começa a fluir.

Porém, do dia 27 pra cá, algumas coisas boas aconteceram, quando
eu achava que já tinha dado, não tinha mais o que acontecer, ainda aconteceu.
Recomeço, surpresas, alegrias e superação!

Aos 45 minutos do segundo tempo fui surpreendida!

Contando, ninguém acredita!! Ahahahahahah quem sabe não é assunto para um post em um dia qualquer?

Sim, tudo que tenho passado ultimamente, daria uma boa novela! 😂😂😂

Ainda tem hoje né? 2015 não acabou, acho que ainda dá tempo de eu jogar na mega-sena. Quem sabe? AHAHAHAHAHA
Sinal que não precisamos esperar por 2016 para coisas boas acontecerem.

É isso gente.
Eu não acredito que seja necessário virar o ano para começarmos a realizar nossos sonhos e desejos.
Toda hora é hora, mas 2015 tá de parabéns!!! Ave maria!
Então, já que agora no finalzinho as coisas começaram a fluir e coisas boas começaram a chegar, desejo que continue nesse ritmo em 2016.

Eu cometi muitos erros este ano, chorando por quem não dev1ia, rindo com falsas amizades.
Sim, eu disse “Nunca mais” e voltei a cometer os mesmos erros.
Perdoei demasiado e me calei quando deveria ter falado.
Abracei pessoas que nem sequer mereciam a minha atenção.
Muitas coisas mudaram, mas mesmo assim, guardo em mim tudo de bom que aconteceu.
Apesar de tudo, não posso me queixar, pois temos algo de mais precioso, que é a saúde!! Tendo saúde, corremos atrás de tudo o que almejamos!
Estou virando a página 2015 e indo para 2016 muito melhor.

A dificuldade em ser mulher nos dias atuais.

Nos ultimos dias tenho conversado bastante com minhas amigas, sobre a dificuldade em ser mulher nos dias de hoje.
Infeliz a mulher que resolveu ir lá e queimar o sutiã.
Pra que, meu Deus???

Claro, com isso a mulher conseguiu muita coisa boa, independência, espaço no mercado de trabalho….
Ao mesmo tempo, acabou virando obrigação da mulher, acumular funções.
Ela é cobrada pela sociedade, familiares, para ter excelência profisisonalmente, como esposa, como mãe e como dona de casa.
Andar sempre impecável, cabelos escovados, unhas feitas…
Muitas vezes tendo que fazer o papel de mulher e homem da casa (mesmo tendo um marido dentro de casa).

Daí que aquela mulher, que tem a vida profissional bem sucedida, resolve engravidar, vive os 4 meses da licença maternidade cheia de medos, cobranças, pitacos alheios, e tenho que pensar como será essa separação com o seu filho.
Tem que voltar ao trabalho como se nada tivesse acontecido, os peitos cheio de leite e tendo que ir ao banheiro esvaziar com um tira leite (sim, isso é verídico, minha amiga fazia isso), olha, não é fácil.

Chega em casa depois de um dia duro de trabalho, tem que lidar com os afazeres domésticos, os cuidados com o filho, com o marido…
Isso quando não está de TPM
A mulher cuida da casa, do filho, do seu trabalho, do marido…
E quando ela cai de cama? Como faz?
Ops!!! Mulher pode ficar doente? Ficar de cama é luxo!!!

Tenho visto muitas mulheres caírem em depressão, mulheres se desdobrando para fazer tudo com excelência que esquecem delas mesmo e acabam ficando doentes, em um nível de stress absurdo, daí precisam se cuidar depois com medicamentos fortíssimos e zero apoio.

Mas não as culpo, pois a grande maioria faz tudo isso sem perceber, não tem idéia de que estão sobrecarregadas.
Aí então que o corpo não aguenta e as doenças aparecem.

Hoje em dia, a mulher não tem apoio quando abre mão da vida profissional para cuidar da vida pessoal.
A mulher não tem apoio quando deixa seu filho aos cuidados de pessoas que nem conhece, ou conhece, para voltar ao mercado de trabalho.
A mulher morre de medo quando engravida e não sabe como dizer ao chefe, pois tem medo de ser substituída e posteriormente perder o emprego.
A mulher precisa o tempo todo, aguentar o tranco de tudo, não pode nunca fazer escolhas, pois se faz alguma, é julgada o tempo todo.
Pior de tudo, as mulheres são o tempo todo julgadas, por outras mulheres!
Ahhhhhhhhh, sim, também já julguei muito e não vou ser hipócrita em dizer que não julgo mais.
Talvez não seja julgar, mas comentar sobre uma situação ou outra, que eu faria desse jeito ou outro jeito.

Mulheres…
Permitam-se ficar cansadas, peçam ajuda, permitam-se não fazer nada um dia e ficar de pernas pro ar, não busquem a perfeição em tudo, pois isso humanamente é impossível de acontecer.
Lembrem-se que por trás dessa super mulher maravilha, existe a mulher que ficou esquecida, que abriu mão de si mesmo para cuidar dos outros, o tempo está passando e não tem como voltar atrás.
Ame-se, cuide-se…

Eu fiz minhas escolhas, não me arrependo e faria tudo de novo.
Tenho muita coisa para melhorar e fazer POR MIM, mas um dia de cada vez e eu estou feliz assim!

Sou muito julgada eu sei…
Esse ano de 2015 foi um ano ruim pra caralho, mas aprendi muito.
Mudei muito a forma de enxergar a vida, com tantas pauladas, perdas de pessoas queridíssimas, passei a enxergar melhor o que eu quero pra mim e QUEM eu quero ao meu lado.

Passei e ainda estou passando por situações que muitas pessoas chegam em mim e perguntam: -Como você consegue lidar com isso? Eu no seu lugar estaria desesperada e não saberia o que fazer.
Simples: -Se no meu lugar você não sabe o que faria, não venha dar pitacos em como eu tenho conduzido tudo! FIM!

 

Brincadeira de criança e a tecnologia

151Gente, vejo muita gente postando e compartilhando (na maioria dos casos, de pessoas que não tem filhos), sobre os absurdos em deixar uma criança no tablet, porque na nossa época era assim, na nossa época era assado, porque criança tem que jogar bola, andar de bicicleta, brincar de esconde esconde, como na nossa época.
Ok, na nossa época brincávamos na rua até tarde, que fosse de bola, boneca, pega pega, esconde esconde, paredão, taco, andar de bicicleta ou simplesmente ficar na rua.

Agora pergunto eu: Alguém aqui tem coragem de deixar seus filhos na rua brincando como na nossa época? Hã?
Na nossa época, também queríamos ficar direto no videogame… mas minha mãe me mandava pra rua! ahahahahaha

A diferença é que hoje ninguém mais deixa as crianças nas ruas, os tempos são outros.
Não só em função da tecnologia, mas pela falta de segurança!
Outra coisa, não temos como fugir dessa coisa da tecnologia!

Heloooow!! Não são só as crianças.
Lembram quando não existiam smartphones? O tempo em que ficávamos com nossos amigos, em um restaurante por exemplo, realmente conversando, olho no olho, rindo, sem se preocupar em tirar fotos para postar, sair daquela roda de amigos, para dar atenção aos amigos nas redes sociais por exemplo… não existia, certo?

RestauranteEm casa, não damos o tablet ou o celular para o Pedro.
Em casa ele tem brinquedos, televisão, a casa (não muito grande), para explorar.
Pra sair pra comer por exemplo, levamos o tablet e quando esquecemos, damos o celular!
A gente coloca na Peppa e pronto, podemos comer tranquilamente (as vezes não), sem ter que ficar correndo atrás pelo restaurante, ou brigando porque ele está pegando tudo que está a sua frente.
Entendam que restaurante é uma coisa muuuuuuuuuuito chata para eles.

Aos finais de semana é preciso fazer programas para crianças também.
Por exemplo, em São Paulo, existem alguns espaços para bebês!

Pago

 

 

Diverbrás no Shopping Center Norte, é um playland para bebês.
O espaço é todo macio, para a criança não se machucar, temos que entrar com meias, tudo bem colorido e próprio para eles brincarem sem se machucar.
Para quem quiser algo diferente, tem também o Quintal da Vovó, um espaço enorme com brinquedos, bichinhos, atividades para as crianças se distrairem.

 

 

Gratuito

 

 

Tá sem dinheiro? Tem o SESC!!! É de graça e alguns SESC’s tem o espaço para as crianças brincarem!
Pedro adora! É de graça, o local espaçoso, com brinquedos, fantoches, livros…
Está calor? Adoramos ir no CERET! Pedro também adora.
Brinca na terra, corre, come terra, brinca no bebedouro, no balanço…

Opções é o que não faltam.
Não dá pra generalizar, ao longo do tempo também aprendi que cada criança é de um jeito, independente da criação.

 

Aqui em casa é assim, (por enquanto, futuramente pode mudar né?), para tirar da TV ou celular, temos que mostrar outra coisa mais atrativa pra ele se distrair, se ele está de barriga cheia, com certeza sentado olhando a gente comer que ele não vai ficar né?

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Lembro-me no dia em que tiramos esta foto, depois de muita agitação do Pedro, saquei o tablet da mochila e então Pedro era outra criança.
Minha prima virou pra mim e falou: -Tablet é vida né?
Sim… tablet é vida!
Então, caso você (principalmente se não tem filhos), não julgue quando ver uma criança no celular ou tablet no restaurante.

 

 

 

IMG_9918Aqueles giz de cera e a folhinha para desenhar, nem sempre funcionam.
Se funcionam, é temporário, acaba rápido a empolgação.
Já julguei muito e como sempre, pagamos a língua.
Afinal de contas, por trás daquele casal que está ali sentado com seu bebê no tablet, tem pais cansados, pode ser que tenham passado a noite em claro por causa de uma febre daquela criança, que estão há meses planejando sair para jantar fora e não tem com quem deixar o bebê, não se sabe há quanto tempo não sentam os dois juntos para uma refeição quentinha… ninguém sabe o que está por trás de tudo aquilo.
Então, como dizem, se está no inferno, abraça o capeta!
Já que não podemos ir contra a tecnologia, vamos aproveitar e usar ao nosso favor.
Tudo porque, nós também precisamos de um tempo para comer, respirar, descansar e seja lá o que for e sim…
A tecnologia nos favorece!

UTI – Parte V (últimaaaaa)! – A tão esperada alta

Duas semanas depois, aqui estou eu.
Dei uma sumida, pois a semana passada foi um tanto quanto triste para mim e para a minha família, já que na mesma semana perdemos 2 entes queridíssimos e precisei viajar as pressas.

Aquela situação: Difícil de entender, difícil de aceitar, embora todos digam que lá na frente teremos uma explicação para isso.

Finalmente chegou o tão esperado dia da alta hospitalar do Pedro.
Uma alta extremamente conturbada, kkkkkkkk, era esperado mas não era.
No dia seguinte aos exames, os resultados sairiam, consequentemente, a alta seria na quarta feira!!! Uhuuuuu!!!
Avisamos só a Lúcia (minha cunhada), pois ficaríamos na casa dela, mais ninguém, queríamos fazer surpresa pra minha sogra.

Os resultados saíram e me informaram que o neuro pediatra queria conversar comigo e que eu fosse lá para a UTI as 10:30 para falar com o médico.
Puta merda!!! O que foi dessa vez?
Não disse nada com nada claramente, ele se limitou a dizer que encontrou uma anomalia no resultado da ressonância magnética que ele ainda não tinha certeza o que era, mas que estava encaminhando tudo para o neuro cirurgião.
Mas para que eu ficasse tranquila.
Porra!!! Como assim???
Agora o outro tormento: QUANDO o neuro cirurgião iria até lá???
Fui embora frustrada, pois já sabia que no dia seguinte, não sairia a alta do Pedro.

No dia seguinte, fui cedinho como de costume e a enfermeira me pediu que eu estivesse lá ás 15:30, pois o neuro cirurgião estaria lá naquele horário para falar comigo.
Ok, fui ás 15:00 para amamentar e lá fiquei aguardando pelo médico.
Deu 16:00, o Ednaldo chegou para visitar o Pedro e ficou lá comigo, aguardando pelo médico.
17:00, 18:00 e nada!!! As 18:00 o Ednaldo saiu da sala (pois era o horário da amamentação) e aproveitou pra comer alguma coisa, as 19:00 ele voltou e nada do médico.

papai
Daí ele ficou lá aguardando e eu saí para jantar.
19:30, 20:00 e nadaaaaaaa!!!
Toda hora a enfermeira vinha me dizer: -Calma que ele está a caminho.
Quando deu 20:30 ela me disse: -O celular dele está caindo direto na caixa postal, mas ele disse que estava a caminho.
Quando deu 20:50, eu me stressei, estava dando a hora de amamentar de novo, o Ednaldo teria que sair da sala e nada do médico chegar.
Em 23 dias de UTI, aquela tinha sido a primeira vez que eu tinha perdido a cabeça.
Chamei a enfermeira e perguntei né, se ele viria mesmo, afinal de contas, eu estava esperando ele chegar desde as 15:30!!!
E ela toda delicada me respondeu: -Ele disse que está vindo…
Eu perguntei um tanto quanto alterada: -Tá vindo montado num jegue? Já são 21:00 e eu estou aguardando desde as 15:30!!!
E ela na maior paciência e educação me respondeu: -Vou tentar ligar mais uma vez, se ele não me atender, você vai pra casa descansar…

E ela saiu e voltou em seguida: -Ele chegou!!!
Poooooooorra!! Finalmente, mas justamente na hora em que ele chegou, o Ednaldo teve que sair pois era o horário da amamentação, consequentemente não conversou com o médico.

Esperei todo esse tempo, nisso ele chegou e foi lá mostrar os exames do Pedro para os médicos de plantão e nisso formou uma roda, entre médicos e enfermeiras.
Pensei: -Fudeu!!
Ednaldo assistindo do lado de fora, pensando a mesma coisa. (Depois eu soube pela enfermeira que eu dei um coice, que na verdade ele estava dando uma aula para eles, baseado nos exames do Pedro)
E finalmente ele veio conversar comigo.

Dr Sergio Cavalheiros, um médico do caralho!!! Sentou ao meu lado (Pedro estava mamando), examinou o Pedro, deu uns croques na cabecinha dele, mediu o tamanho da cabeça, colocou o estetoscópio na cabeça…
Disse que estava tudo dentro das normalidades, então ele veio me explicar o que o Pedro tinha.

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Ele me disse que Pedro tinha uma “Fístula Dural Artério Venosa”.
Sim, ele percebeu a minha cara de chuchu e explicou o que era na minha lingua!
Disse que Pedro veio com um defeitinho de fábrica, que se ele não tivesse ficado na UTI e não tivesse feito a ressonância, ficaríamos sem saber desse diagnóstico, mas que futuramente de repente jogando futebol, ele poderia sofrer um AVC por exemplo.
Ele me explicou tinha uma artéria que estava se comunicando com uma veia, e isso não poderia acontecer.
Então ele disse que a cirurgia era simples, via cateterismo, ele ia apenas “jogar uma colinha” para que essa comunicação se fechasse! Mas que eu não pensasse nisso por ora, pois a cirurgia seria feita somente depois que ele completasse 1 ano e que ficaria ao meu critério, fazer a cirurgia com ele ou não.
Minha primeira pergunta: -Dr… o Sr aceita convênio?
E ele na maior tranquilidade e sorriso no rosto me respondeu: -Mãe, fica tranquila! Se você ligar no consultório, vão dizer que não, mas a gente  aceita tudo!!!
Pensa num alívio
Então ele me disse: -Por mim esse guerreiro já está de alta!!! Agora é só falar com os pediatras!

Saímos do hospital era umas 22:30, felizes da vida!!!
Mas eu sinceramente não esperava a alta para o dia seguinte. Ainda dependia de pediatra e tal, e já eram 22:30 né???

A primeira pessoa da família a pegar o Pedro no colo
No dia seguinte, nada de falarem em termos alta.
Eu já estava conformada que sairia só na sexta feira!
Foi quando deu 11:00 a Pediatra veio falar comigo e dizer que Pedro teria alta naquele dia!
A pediatra pediu que eu estivesse na UTI ás 12:30 para irmos embora!
Foi tudo muito corrido, fomos praticamente expulsos do hospital.

 

 

 

 

Conhecendo os padrinhos

Ao mesmo tempo que eu estava feliz, entrei em desespero.
Corri comprar chocolates para as mães da salinha da UTI, chocolates para os médicos e enfermeiras, escrever a minha cartinha da minha trajetória para deixar na pasta lá da salinha das mães.
Foi tudo muito corrido, não consegui me despedir pessoalmente das colegas de UTI, das enfermeiras da ala 1 que cuidaram do Pedro por tanto tempo, dos médicos…

Conhecendo os primos
As 12:30 o Ednaldo chegou e lá ficamos, prontos para sairmos.
Pedro ainda tomou vacina antes de sair, sei que era troca de horário de almoço das enfermeiras, eram 2 bebês para saírem na mesma hora, foi um caos.
Só sei que eram 14:00 em ponto quando saímos do hospital.
A correria foi tanta que as enfermeiras esqueceram de me entregar os remédios dele, estava na hora de tomar e por serem controlados, não dava pra comprar na farmácia!!! kkkkkkkkkkkkk
Pensa num desespero!!!
Maridou deixou a gente em casa e voltou pro hospital para buscar o remédio.

 

titiosChegamos em casa, quando abrimos a porta da sala, minha sogra quase caiu dura!
Ahhhhhhhhhhhh, daí era só alegria!!!

A noite os tios chegaram, os futuros padrinhos (que até então nem nós sabíamos que ele seriam os padrinhos) perguntaram se podiam ir até lá para conhecer o Pedro…

Enfim, as fotos dizem tudo né???
Acabou a minha trajetória na UTI, não foi fácil…

Fica para um próximo post, sobre as minhas observações, o que eu passei de fato, o que eu senti, o apoio que eu tive dos amigos e familiares…

 

 

UTI Parte IV – Rumo a alta!!!

É gente…

E depois de 17 dias do Pedro na UTI, todo aquele perrengue, ele já ficava acordado o suficiente (ainda sonolento por conta da medicação para a convulsão), estava mamando no peito e tomando na mamadeira também (além do peito, eram 125ml na mamadeira)… estava já acostumada a aquela rotina da UTI.
Um belo dia, uma das enfermeiras fofas pediu para que eu levasse um macacão RN e um macacão tamanho P, para ver qual serviria nele, pois logo ele sairia da incubadora para o bercinho e ficaria vestido.

Sabe que, isso para muitas ali causou muitas expectativas, ir para o bercinho significava muito!! Cada dia era uma na salinha das mães, feliz e saltitante porque o filho estava finalmente saindo da incubadora.
Eu fiquei tranquila, não tinha me ligado que além de sair da incubadora, isso significaria ele ser promovido, ele iria para uma outra ala na UTI, já não era considerado caso gravíssimo.

E foi no 17º dia, que cheguei lá para ver meu filho e vi uma movimentação…
Pedro já estava de roupa, tinha uma colega ali que também estava feliz da vida e ela mesmo veio me falar: -Nós vamos sair daqui!!!

Pedro estava sendo promovido para a ala 8, era a unidade semi-intensiva! A última ala!!!
Foi tudo muito rápido, eu nem sabia que ele mudaria de ala, ao mesmo tempo em que eu fiquei feliz, eu fiquei chateada…
Afinal de contas, eram 17 dias tendo contato com as mesmas enfermeiras, criamos laços, eu via que elas também tinham um carinho especial pelo Pedro.
Os pediatras também seriam outros que o acompanhariam dali em diante.
Fiquei chateada, acreditam?
Pra ser sincera, fiquei até meio perdida!!! Eles que me acompanharam nos momentos mais difíceis, como assim eu ia sair de lá e continuar lá, sem essas pessoas que eu tanto me apeguei???
Retardada master eu né?? kkkkkkkkkkk, mas foi isso que eu senti.

E lá fomos, para a ala 8…
Pedro devidamente vestido, enrolado no cobertor…

 

 

 

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Também comecei a ficar preocupada, pois ele estava dormindo demais, mais que o normal e logo pensei: -Ai meu Deus, vai voltar pra ala 1? Vão ter que testar os medicamentos de novo???
E a enfermeira me tranquilizou, disse que era normal, pois agora ele estava com roupa, quentinho, enrolado na coberta, então iria dormir mais mesmo.
HAHAHAHAHAHAHAHA, que susto!!!

Foi nesse dia, que eu cheguei para amamentá-lo e ele já estava aos berros.
Amamentava a cada 3 horas, mas a enfermeira me disse que com 2 horas, 2 horas e meia ele já estava chorando de fome.
Foi quando, com muito cuidado, ela me perguntou: -E se der uma chupeta?
Eu: -E vocês dão chupeta?? Eu sempre ouvi dizer que no hospital vocês não dão nem mamadeira e nem chupeta!
Na UTI tudo muda… as enfermeiras se viram nos 30.
Daí ela me disse: -Ah, tem casos que a pediatra libera.
Eu: -Ahhhhhhhh, por mim pode dar heim! Não precisa ficar preocupada se eu vou ficar brava não, pois lá em casa já tem uma chupeta pra ele!
HAHAHAHAHAHAHAHA, rapidinho apareceu uma chupeta devidamente esterilizada e as enfermeiras poderiam ficar mais tranquilas.

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Foi lá que eu vi o Pedro tomando banho pela primeira vez.
Ele já estava com 19 dias de vida quando eu assisti o seu banho.
Pensa num moleque bravo (1 ano e quase 9 meses se passaram e nada mudou), chorou aos montes.
Olhando a enfermeira dando banho, parece tão simples né???

Foi ali na ala 8 também que um dia eu cheguei e tinha um pedaço de gaze com esparadrapo colado no berço.
O que seria aquilo???
A enfermeira: -Caiu o (não lembro o nome que ela me disse) e eu coloquei no esparadrapo caso você queira guardar.
Eu: -O que é isso???
Enfermeira: -O umbigo!!
Eu, mãe muito sensível: -Ahhh, pode jogar fora!! Vou fazer o que com isso???
kkkkkkkkkk gente, joguei no lixo, tanta coisa pra guardar, não ia guardar um pedaço do umbigo!!!

Foi nesse dia também que o médico havia me avisou que na manhã seguinte ele faria uma ressonância magnética.
Pelo que eu entendi, é um procedimento padrão antes da alta, para certificar que tudo está OK com o bebê.
Pedro estava em jejum, feliz da vida (chorando horrores de fome e a gente enganando ele com a chupeta), a ambulância estava marcada para chegar ás 09:30 ou 10:00, nem lembro, e nada da ambulância chegar (o exame seria feito no laboratório no Santa Joana)
Daí o Dr Allan, perto das 11:00 veio me dizer que haviam mandado uma ambulância errada, ele pediu ambulância de UTI e mandaram uma comum, mas que ele estava correndo atrás de outra LOGO para não perder o jejum do Pedro.
Ele se esforçou, mas não deu, pois no laboratório não tinha mais horário para o Pedro fazer o exame.
Ahhhhhhhhhh!!! Então vamos lá dar o tetê pro gordo que estava aos berros, coitado.
As colegas de UTI ficaram revoltadas, perguntando se eu não ia fazer nada!!! Que elas fariam um barraco daqueles.
Mas gente… o que eu poderia fazer? Eu vi o próprio médico correndo atrás de uma outra ambulância, mas não tinha mais horário no laboratório, fazer o que? Acontece né?
Isso só esticou a nossa permanência lá na UTI.
Essa foto foi tirada depois que ele mamou, tava peladinho enrolado na manta, pronto pra ir fazer o exame!!!

E chegou o grande dia da ressonância magnética.
3 dias depois…
Pela primeira vez, tanto o Pedro quanto eu, fomos dar um rolê de ambulância!!!
Ele foi sedado e ficou lá na salinha gelada fazendo o exame.
Eu e Dr Allan sentados do lado de fora, aguardando o término do exame.

Ele virou pra mim e falou: -Depois que sair o resultado do exame, vocês podem ir embora, não tem mais o que esse “chatão” fazer na UTI!
Ahhhhhhhhhh Dr!!! “Cejura”???

Acabou o exame, ele já havia acordado da anestesia e chorando horrores de fome.
Na hora de colocá-lo na incubadora, adivinha??? A chupeta caiu no chão. A ÚNICA chupeta!
Dr virou e falou: -Agora ficou bom… vamos embora!

Gente, ele foi se esgoelando do Santa Joana até o Pro Matre!!!
Quem foi com ele atrás na ambulância foi o Dr Allan, eu fui na frente com a enfermeira, ouvindo os berros dele o caminho todo.
Assim que chegamos, que alívio.
O resultado??? No dia seguinte sairia. Uebaaaaaa!!
Estávamos muito perto de sair daquele hospital!

 

UTI Parte III – Pegando o Pedro no colo pela primeira vez e amamentando

Hello pessoas!!!
Desculpem o sumiço, tô aqui correndo atrás da nova “roupa” do Blog, algo mais personalizado, mais a minha cara…

Vamos lá… continuando a minha novela, a saga na UTI.

Passado exatamente uma semana pós alta, depois de todo aquele sofrimento, fiquei nova em folha.
Mas vou falar, o que eu passei eu não desejo pra ninguém!!! Por isso, se alguém quer fazer muito o parto normal, nem vem pedir a minha opinião.
Daí algumas dizem: Se fosse cesária seria muito pior!
Quem me garante???
Enfim… Cada um com a sua escolha, preferência.
Ninguém vai ser mais mãe ou menos mãe, pelo tipo de parto que teve o seu filho.
Eu nem escolha tive!!!

Passados 9 dias na UTI, ele não respirava mais com a ajuda do aparelho.
Conseguia respirar sozinho!!!
Pela primeira vez ouvimos o seu choro!
Sim, quando ele nasceu eu perguntava a toda hora: Porque ele não chora? Ele não vai chorar???
E daí foi todo aquele procedimento, somente no nono dia de vida conseguimos ouvir o seu choro.
Foi um alívio imenso.
Obs: O bigodinho dele consta dia 18, mas esse era o dia em que o bigodinho tinha sido colocado…. já era dia 20.

Depois da alegria de ouvir o seu choro, a enfermeira me presenteou me permitindo que eu pegasse ele no colo pela primeira vez!!!
A pergunta: -Quer pegá-lo colo??
Porraaaaaaaaaa!!! Quer me matar do coração?

Papai e Pedro se conhecendo melhor
Papai e Pedro se conhecendo melhor

E então foi no 13° dia, o Ednaldo escapou do serviço e foi visitar o Pedro no horário da manhã para enfim poder pegá-lo no colo!
Pois desde então, ele não tinha conseguido pegar o Pedro, quando ele chegava o Pedro estava dormindo ou estava rolando algum procedimento.

 

 

Me lembro até hoje, no dia em que o Ednaldo ia pagar o Pedro no colo pela primeira vez, a enfermeira me viu com a câmera e disse: -Vou tirar a sonda e o bigodinho (esparadrapo) pra vocês tirarem a foto, pois já vai ser o dia de trocar mesmo!
E essa era a primeira vez que víamos o rostinho dele por completo, sem sonda, sem tubo, sem esparadrapo….

Gente, essas enfermeiras da Pro Matre são de uma delicadeza, uma dedicação…
Achei muito fofa essa atitude por parte dela! É muito amor envolvido.

No dia seguinte, Pedro tomando seu leite via sonda a todo vapor, quando cheguei para a visita, a enfermeira estava falando com a Pediatra, para ver se dava uma parte do leite na sonda e outra parte no copinho, já para começar a tirar a sonda.
E não é que o Pedro não quis ninguém resolvendo a vida dele e nessa hora, ele mesmo arrancou a sonda?
A Pediatra olhou, riu e falou: -Dá tudo no copinho!!
E tomou tudinho o leite direto no copinho!!! Outro alívio, a sonda para alimentação não seria mais necessária!
Até o sexto dia de vida, eram 20ml de leite na sonda que ele estava tomando, os dias foram passando, foram aumentando a dosagem e no 13° dia de vida, ele tomou 70ml no copinho.

Os dias iam passando, eram só notícias boas, exames feitos diariamente, ainda tinha indícios de convulsão.
Esqueci de mencionar, além de tudo o que aconteceu ele ainda teve convulsão logo que nasceu e aí eram mais medicamentos para cuidar disso.
Mas a cada dia que passava era uma notícia boa, a fisionomia dos médicos e das enfermeiras já tinha mudado da água pro vinho!

E no dia seguinte que ele começou a tomar leite no copinho, o Pediatra virou pra enfermeira e falou: -Deixa a mãe amamentar.
Eu??? Ai que medooooooooo!!!
Geeeeeeeente que sensação mais estranha…
Ele pegou meu peito esquerdo direitinho, mamou muito bem.
As enfermeiras me rodeavam, olhavam  uma para a outra e diziam: -Está mamando!!
Eu vi que elas vibravam, mas até então achei que elas só quisessem me agradar, me deixar feliz sabe, sei lá.
Quando cheguei na casa da minha cunhada a noite, ela me fez mil vezes a mesma pergunta: -Mas ele pegou o seu seio direitinho? Mamou? Tava sugando? Saiu leite?

Mas depois eu fui entender o porque da vibração das enfermeiras e das 1000 perguntas repetidas da minha cunhada.
Geralmente os bebês que sofrem de Hipóxia, não tem força para mamar!!!
Não mamam no peito, mas minha cunhada por exemplo não queria me falar isso, pois não me ajudaria em nada! kkkkkkkkkk
Aliás, o Pedro quando nasceu, o APGAR dele no primeiro minuto de vida foi nota 2 e aos 5 minutos, era nota 4.

O que seria o APGAR? (Clique em APGAR e leia a explicação completa do Wikipedia)
“A Escala ou Índice de Apgar é um teste desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar (1909 – 1974), médica norte-americana, que consiste na avaliação de 5 sinais objetivos do recém-nascido no primeiro, no quinto e no décimo minuto após o nascimento, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuação de 0 a 2, sendo utilizado para avaliar as condições dos recém-nascidos. Os sinais avaliados são: freqüência cardíaca, respiração, tónus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. O somatório da pontuação (no mínimo zero e no máximo dez) resultará no Índice de Apgar e o recém-nascido será classificado como sem asfixia (Apgar 8 a 10), com asfixia leve (Apgar 5 a 7),com asfixia moderada (Apgar 3 a 4) e com asfixia grave: Apgar 0 a 2.”

Mais uma para comemorarmos!!!
Até então tava tudo indo muito bem!

A amamentação???
Sinceramente, aquela coisa que a mãe vê borboletas em volta enquanto amamenta, tudo lindo e maravilhoso como aparece na revista, não existe viu.
No começo estávamos nos conhecendo, era uma sensação estranha, o peito doía, a gente fica sem posição, os braços começam a doer, daí as enfermeiras vinham com travesseiros para que nos aconchegássemos melhor e tivéssemos um pouco mais de conforto.
Eu achava que, o fato de eu tirar o leite lá no lactário e o bico do meu peito não ter rachado, não ia rachar mais.
Daí a mocoronga aqui parou de passar a pomada milagrosa (Lansinoh).
Pensa num bico ardido que ficou depois que o Pedro começou a mamar….
Não chegou a sangrar, como vi acontecer com muitas, mas ardia, daí comprei o bendito dos copinhos pra por no sutiã, pois o sutiã grudava no peito e era outra dor pra desgrudar.
kkkkkkkkkkk, a primeira vez que eu fui sair de casa com o copinho nos peitos, o Ednaldo olhou pra mim e falou: -Você vai sair desse jeito???
Eu: -Claro!!!
Era ridículo, mas eu só ia para o hospital, era só mais uma naquela situação, nessas horas a gente nem liga se tá feio, muito feio ou horroroso!!!

E é isso gente, conforme os dias foram passando, para a nossa surpresa e também surpresa dos médicos, Pedro só estava evoluindo o seu quadro gravíssimo em que ele se encontrava.
Estava tudo correndo bem, eu sempre estive confiante (não estou falando isso só porque agora está tudo bem viu?), e eu vi que o caminho era esse mesmo!!
Otimismo sempre! Enxergar o lado bom da situação sempre! E estava dando certo!

O próximo post será quando ele saiu da ala 1 da UTI e foi para a semi intensiva!!! Foi promovido direto para a ala 8, a últimaaaa!!!

Parto Normal ou Cesárea… Qual foi a minha escolha?

Desde que me entendo por gente, mesmo nunca pensando em ter filhos, nunca passou pela minha cabeça o parto normal.
Os meses foram passando e o médico me dizendo que deu poderia fazer o parto normal tranquilamente e ainda fez uma observação: -Cris, eu sei fazer parto normal viu???
HAHAHAHAHAHAHAHAHA, nunca passou pela minha cabeça isso, se o médico sabe ou não sabe.
Era uma questão de escolhas mesmo.

Eu sei que no final da gravidez, por volta de 33 semanas, fui algumas vezes pro hospital, todas elas achando que seria aquele dia!!!
Inicialmente, meu parto estava previsto para até o dia 07/12.
Depois, mudou para o dia 23/11.
Por fim, batemos o martelo, faríamos a cirurgia no dia 18/11.
Até que no dia 08/11 eu passei mal, nem lembro o que havia acontecido, que eu fui pro hospital e nós estávamos convencidos que seria naquele dia.

E então o médico entrou e perguntou: -Você está bem, o bebê também, já falei com seu médico e vou te liberar! Não vai nascer hoje. Você quer parto normal ou…
Eu: -Cesárea!!
Ele me olhou meio de lado e disse: -Não sei não heim mãe, do jeito que tá, tem tudo pra ser parto normal!
Eu: -Ai não… essa mulher aí ao lado me assustou
Ele saiu e a enfermeira me falou: -Seguinte, orientais são bem mais resistente a dores, então se você sentir o mínimo de cólica já corre pro hospital. Se tiver trânsito, chama a polícia que a viatura vai abrindo o caminho pra você.

Iphone 1115No dia seguinte, participei do chá de fraldas do Raul, comi feito louca (era churrasco).
No domingo eu tinha um outro chá de fraldas, mas o calor era insuportável, eu com aquela barriga…
Fiquei em casa o dia todo, andando pelada pela casa, fechei todas as janelas pra não entrar nenhum raio de sol que pudesse esquentar qualquer coisa e fiquei deitada na cama, no escuro.

 

A noite, eu tava empanturrada do churrasco do chá de fraldas do Raul, fazia pelo menos uma semana que eu não cagava.
Fui lá e tomei 2 colheres de Tamarine (devidamente orientada pelo médico no começo da gravidez).
Não dormi de madrugada e desabafei no face:

post
Por volta de 4:30 da manhã, senti uma colicazinha e fui ao banheiro. Que alívio, o Tamarine estava fazendo efeito.
Ednaldo acordou umas 06:00 pra ir trabalhar e nisso eu já tinha perdido as contas de quantas vezes havia ido ao banheiro.
Lembrei da enfermeira me falando sobre a cólica, mas não quis falar nada pro Ednaldo porque ele já tinha faltado várias vezes ao trabalho por conta dos alarmes falsos.

Quando deu umas 11:00 o Dr Alexandre viu o meu desabafo no face, me ligou e falou: -Pensa rápido. Quer fazer a cirurgia hoje?
Não pensei duas vezes e respondi: -QUERO!!!
Então ele me orientou a tomar meu último copo de água e entrar em jejum e já ir para o hospital.
Daí eu falei: -Eu estou com um pouco e cólica!
Ele: -Tudo bem… vai pro hospital e lá conversamos.

Gente que desespero.
O Tamarine atrapalhou tudo, pois eu estava em trabalho de parto mas achei que era o efeito do laxante!!!!

Iphone 1136Chegamos ao hospital, fui andando normalmente e o Ednaldo foi estacionar o carro.
Passei pela recepção e expliquei a situação
Fui direto pra emergência sem fazer ficha nenhuma.
Então vieram fazer o exame de toque e a enfermeira gritou: -Dilatação total!
Quando vi, tinha uma tirando meu sapato, outra meu relógio, outra minha roupa (sim, tinha uma galera me rodeando) e já me colocando o jaleco e já me levando pro centro cirúrgico.
Encontrei meu marido quase na porta do elevador, subimos eu, enfermeiras, médico e o Ednaldo.
Eu chorava e implorava pela anestesia.

Não, não dava tempo do meu médico chegar e o médico que me atendeu na sexta feira dizendo que as chances de eu ter parto normal eram grandes, iria fazer o meu parto

Chegando no centro cirúrgico na hora de passar pra maca, a enfermeira me fala: -Vai devagarzinho se não o bebê nasce.
E eu: -Me dá uma anestesia pelo amor de Deeeeeeeeeeeeus!!!

Foi tudo muito rápido, as pessoas falavam comigo mas eu não processava nada.
Até que levei a picadinha na coluna e tudo ficou bem.
Minha cesárea??? Que cesárea???
Sim, eu não tive escolha e não dava mais tempo.
O médico falava: -Faz força…
O Pedro não saía…
E o médico falava: -Mais força, vai que ele tá vindo.
Só sei que Ednaldo levantando minhas costas pra ajudar a empurrar o bebê e a enfermeira empurrando com a mão.

Iphone 1143Nasceu!!! Nasceu e eu não ouvia o choro e falava: -Porque ele não chora??
O médico disse: -Calma, ele só nasceu cansado.
Sei que entre pediatra e enfermeiras, tinha umas 4 ou 5 pessoas, eu não conseguia ver nada do que acontecia, tinha um pano em cima das minhas pernas que me impedia de ver. (o pai fotografou esse momento)
De repente entrou a incubadora e de longe eu vi o Pedro.
A enfermeira trouxe ele perto de mim e disse que ia ficar tudo bem e o médico repetiu dizendo que ele estava cansado por conta do parto normal.

Por fim, fiquei sozinha no centro cirúrgico com uma enfermeira que estava fazendo a minha ficha, já que entrei direto pra emergência.
Nisso o meu médico chegou, com uma cara não muito boa, disse que queria muito ter feito o parto e ficou me fazendo companhia até alguém me levar pro pós operatório.

Gente, dei entrada no hospital as 13:50 e ás 14:13 o Pedro nasceu!!!
Será que foi rápido???

SONY DSCFui pra sala de recuperação era umas 15:30, 16:00 eu acho.
Me esqueceram lá, só sei que subi pro quarto era umas 20:30 e toda a família lá me esperando, foi quando o Ednaldo arrasado me disse que o Pedro estava na UTI e que o horário de visita era só até as 21:00. Já não dava mais tempo de eu subir para vê-lo.

A janta chegou, família foi embora e quando foi umas 23:30 ligaram no quarto, era uma enfermeira dizendo que eu poderia subir para ver o Pedro.

A realidade era bem outra do que o médico havia me dito no centro cirúrgico.
Em resumo, Pedro sofreu insuficiência de oxigênio no cérebro, teria que ficar na UTI em tratamento e então, poderiam ficar sequelas, poderia ter uma paralisia cerebral… mas eu só teria alguma informação depois que ele acordasse (SE ele acordasse).
Ele ficaria em procedimento de hipotermia, sedado por 72 horas com a temperatura do corpo baixa (eu colocava a mão nele e ele estava gelado), para preservar o sistema neurológico e os médicos terem tempo para avaliar os sinais vitais dele e só depois disso, os médicos poderiam me falar alguma coisa.

E assim, conto no próximo post sobre os longos dias na UTI.

O excesso nas redes sociais

redes_sociaisO que eu vou falar hoje não tem nada a ver com vida a dois, maternidade, nada disso.

Nunca achei que um dia eu diria isso… mas as redes sociais estão me deixando cansada.

Gente, de repente, me vi obrigada a saber tudo sobre política, religião, música, televisão, mundo materno, vida a dois, enfim. Tenho que estar por dentro de tudo, SEMPRE!
Temos sempre que concordar com todo mundo, não podemos mais ter nossas opiniões, se discordarmos de algo, levamos uma bomba de críticas…

Não vou ser hipócrita em dizer que não faço nada disso.
Também discordo, também critico, também reclamo, posto indiretas (quem nunca???), vejo muita coisa que eu não gosto, como muitas pessoas também devem não gostar sobre o que eu posto, mas hoje em dia a intolerância ultrapassou todos os limites.

Por trás do teclado tem muito valente, mas no cara a cara, põe o rabo entre as pernas e abaixa a cabeça… Não passa de um covarde

Chegamos ao ponto onde desconhecer um cantor sertanejo que faleceu de repente em um acidente de carro, virou praticamente um pecado!
Quem assiste á TV Globo é burro ou manipulado.
Quem não frequenta a igreja é do mau.
Fulano morreu. Nooooooossa, como assim você não conhece???
Se você apoia o casamento gay, é porque não temos o que fazer ou com o que nos preocupar… tem crianças passando fome.
Notícia FalsaE pessoas desaparecidas???
E os sequestradores de crianças???
Sem contar os milhares de compartilhamentos desses aí que são falsos!!! As pessoas não procuram saber se é verdade ou não, simplesmente compartilham pelo simples fato de acharem que assim, são pessoas bem informadas!

Sabem de uma coisa???
Todo mundo fala tanto que odeia fofocas, mas compartilhando essas informações falsas sem ao menos pesquisar, não passam de fofoqueiros.
O fofoqueiro virtual, que fica repassando informações mentirosas simplesmente pelo fato de ter visto.
Um monte de gente reclamando de falta de privacidade, que todo mundo fica tomando conta da vida alheia. Conselho: Saia de TODAS as redes sociais se quiser privacidade.
Facebook é onde todo mundo quer a verdade e sinceridade. Pura mentira… pois as pessoas aceitam a verdade e sinceridade desde que sejam a verdade delas.
Onde família vem em primeiro lugar, mas por trás do teclado, é uma filha da putagem só um com o outro.
Onde posta tanto sobre Deus, mas por trás do teclado, o pior dos pecadores.
Onde tudo é motivo para mimimi e ofensas.
Tudo o povo se ofende, seja porque é gay, negro, branco, japonês.
O simples fato de respirar já é motivo de ofensas. (Se bem que algumas pessoas não merecem mesmo respirar)

Daí vocês perguntam: Então porque não sai?
Já pensei sim em fechar a minha conta no face.
Mas eu não consigo. kkkkkkkkkkkkkkkk
Eu amo o Facebook, mesmo com toda essa coisa ruim, sabe porque?
É através dele que eu acompanho meus amigos, viagens, família crescendo, acompanho o crescimento dos filhos, troco idéia, dou boas risadas.

Ainda tem, Twitter, Instagram, Google+…
uk3c4xAhhhhhhhhhh, ainda temos o maldito do WhatsApp.
Uma desgraça sem fim!!! kkkkkkkkkkkkkkkk
Se antes eu não largava o celular, depois do Whatsapp piorou muito!
Grupos e mais grupos, de todos os tipos, fora as conversas paralelas.
Que além de usarmos para de fato “conversarmos com as pessoas”, também recebemos (e enviamos) inúmeros vídeos, imagens fofas, e blá blá blá…

E quando a gente percebe, o dia passou, não fizemos nada além de ficar vendo sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo.
No ano novo, eu viajei e não tinha sinal nenhum de celular.
Meus amigos achavam que eu tinha morrido por não ter nenhuma postagem minha durante o feriado todo! kkkkkkkkkkk
E querem saber? Não foi tão ruim.
Muitos pensaram que eu estava morrendo por isso.
Mas me senti muito bem.

Preciso fazer um tratamento de choque, um rehab para acessar menos, tudo essas porcarias aí.
Se eu vou conseguir eu sinceramente não sei, mas eu quero…
Pois caí na real de que as redes sociais tomam muito do meu tempo com informações vazias, que eu fico lá passando o dedo na tela e muita coisa não me acrescenta.

whatsapp1606e_Mas antes disso, preciso tratar o meu TOC.
kkkkkkkkkk, mas é que eu não posso ver nenhuma notificação no meu celular que eu fico impaciente.
Por mais que eu saiba que é a notificação de um SMS da operadora de celular, eu sei que tá lá o númerozinho em vermelho e aquilo me incomoda demais.

Tenho saudades da época em que eu via meus amigos se divertindo nas redes sociais, postando fotos, trocando mensagens entre si, marcando balada, jantar, chá da tarde, qualquer coisa… é disso que eu sinto falta!
Tenho saudades de quando as redes sociais eram realmente para socializarmos uns com os outros, e não para ficarmos atacando uns aos outros por pensarmos diferente!

A deliciosa e cansativa amamenatação prolongada

Quero falar da amamentação prolongada.
Quando Pedro nasceu, a amamentação era uma incógnita, foram 24 longos dias na UTI (assunto para um outro post) e a primeira vez que levei o Pedro ao pediatra, ele ficou impressionado que depois do Pedro ficar tanto tempo internado, eu tinha leite e ele mamava horrores no meu peito.

Eu sempre deixei as coisas acontecerem, então não tinha essa de só mamar a cada 3 horas.
Quando ele queria eu dava! Ás vezes era a cada 2 horas, ás vezes 3… ás vezes menos….
Depois que eu vim saber que chamavam isso de “livre demanda”.
Marido queria morrer de catapora, pois eu não ficava me escondendo pra amamentar não.
Ele não perdia a oportunidade de vir com a fralda pra eu tampar… até o dia que estávamos no shopping, tentando almoçar, Pedro mamando e ele veio com a maldita fralda para eu cobrir o peito e consequentemente a cabeça do menino.
Me stressei, joguei a fralda de volta e falei: -Pega essa fralda e cobre a sua cabeça pra almoçar… deve ser gostoso.
AHAHAHAHAHAHAHAHA, nunca mais me perturbou.

O tempo foi passando, e dá-lhe tetê.
Amamentei exclusivamente até os 6 meses como manda o figurino, começou a introdução alimentar e tentei entrar com o leite em pó, ou fórmula como dizem as mamães e pediatra.
Não consegui. Pedro cuspia tudo.
Desencanei, pois como deixei de trabalhar para ficar com ele, deixa mamar nas tetas né?
Como todos sabem, o aleitamento materno é o que há de melhor para o bebê, como o Pedro não pegou mamadeira, eu pensei: -Será que consigo amamentar até os 2 anos?

Então, com 1 ano e 3 meses, ele começou a ir para a creche.
Pensei que assim, ele se afastaria naturalmente do meu peito e passaria a tomar o leite na creche.
Me enganei, ele cospe todo o leite.
Já tentei de tudo! Até leite de vaca eu dei!! Leite com chocolate, com mucilon…
NADA!!! Ele cospe sem ao menos engolir…
Atualmente, depois de quase 4 meses na creche, ele continua não tomando o leite e só quer saber das minhas tetas!
Antes de sair da creche eu preciso amamentá-lo, para eu ter sossego no carro.

01Amamentar é uma delícia, adoro, mas está ficando mega cansativo.
Ele passou dos 11 kilos, é grandão, as minhas madrugadas estão tensas.
Pois quando ele era bebêzinho eu pegava ele no berço, amamentava no sofá e levava ele de volta pro berço.
Hoje eu não aguento não, ele dorme comigo na minha cama (e viva a cama compartilhada), quando ele quer mamar ele mesmo levanta a minha blusa e tá tudo certo.
Mas gente, não estou aguentando mais não, pois ele largou as chupetas tem uns dois meses.
Esqueci de levar pra creche e ele não pediu mais.
Mas meeeeeu, o que adianta não querer as chupetas e minhas tetas virerem chupetas???
Ele dorme, eu enfio a chupeta mesmo, mas ás vezes não rola e ele dá o maior show
Eu estou percebendo que quanto mais o tempo passa, mais difícil vai ser tirar isso dele, não sei como fazer.

Algumas vezes eu finjo que não estou vendo, ele passa por cima de mim, enfia o dedo no meu nariz, até morder ele já me mordeu hahahahahahahaha. Fora o escândalo que ele faz…

O que eu sei é que eu acordo mega cansada (sim, amamentar cansa), acho que se ele tomasse uma mamadeira antes dele dormir, nem acordaria de madrugada para mamar, mas ele rejeita tudo, tem dias que fico com o bico do peito todo esfolado.
Pior que é mamando de um lado e a mão fazendo bilu bilu no outro peito.
E ai de mim não deixar

Ainda pretendo amamentar até os 2 anos. A não ser que meu leite seque, daí não faz sentido nenhum esse marmanjinho grudado nas minhas tetas né.
Mas enquanto eu tiver, porque não??? É de graça, faz bem e acaba comigo. hahahahahahahaha
Alguém tem alguma idéia de como tirar essa mania? Chupeta não tá rolando…
SOCORRO!!!!

Ah! Hoje a Bia estréia no meu Blog com a sua primeira ilustração para ele!!! Ela será minha parceira, ajudando a dar uma colorida por aqui.